Ao General Ramalho Eanes: Audiência ao capitão de Abril Manuel Luis Caçador
Exmo. Senhor General Ramalho Eanes Excelência
Passados que são 40 anos sobre o golpe militar de 25 de Novembro/75 que infelizmente teve a repercussão tão desastrosa quanto trágica na vida social e política portuguesa, os abaixo assinados vêm por esta forma solicitar-lhe uma audiência com o capitão Manuel Luís Caçador, mais conhecido por comandante Luís Montreal, numa tentativa de desfazer equívocos originários pelo então golpe que o V.Exa liderou e no qual, por conhecimento esclarecido de intervenientes, ter ordenado o comandante Jaime Neves que atuava sob suas ordens, que numa clara atitude de prepotência e de represália, pelo envolvimento desses bravos militares no MFA de 25 de Abril, irracionalmente os condenou naquele momento, "saneando-os" como se de inimigos se tratassem, condenando-os e sentenciando-os ao anonimato dos quadros militares das Forças Armadas. Os portugueses que acompanharam esses acontecimentos e o respaldo deles, consideram que V.Exa não deve ser alheio ás práticas do Coronel Jaime Neves, mas todos entendemos que, de forma arbitrária, ele tenha tomado para si atitudes das quais o Senhor nem tenha tomado conhecimento. Este direito à dúvida é persistente, razão porque tomamos esta iniciativa em nome dos militares de Abril que nos deram a todos nós a Liberdade e que em 25 de Novembro acabaram por ser vítimas de excessos de má-fé, de questões pessoais e de perseguição política.
Por termos acompanhado todo seu trajeto enquanto Presidente da República, e mesmo depois de se ter retirado, em movimentos e momentos de solidariedade sociais e até nalguns de caráter político, achamos ter chegado o momento em que essa verdade desconhecida deverá ser do conhecimento dos portugueses de uma forma leal e democrática, onde, se acaso houveram erros eles possam ser reconhecidos e admitidos pelas partes, num supremo gesto de fidelidade e amor á Pátria, por duas pessoas de bem, por dois militares que se sabem exemplares de sua conduta.
Assim, esperando que este pedido de audiência tenha de si a atenção e o deferimento que todos julgamos necessário, na reposição da verdade daquilo que julgamos fundamental nos direitos e princípios da humanidade, Respeitosamente.
Passados que são 40 anos sobre o golpe militar de 25 de Novembro/75 que infelizmente teve a repercussão tão desastrosa quanto trágica na vida social e política portuguesa, os abaixo assinados vêm por esta forma solicitar-lhe uma audiência com o capitão Manuel Luís Caçador, mais conhecido por comandante Luís Montreal, numa tentativa de desfazer equívocos originários pelo então golpe que o V.Exa liderou e no qual, por conhecimento esclarecido de intervenientes, ter ordenado o comandante Jaime Neves que atuava sob suas ordens, que numa clara atitude de prepotência e de represália, pelo envolvimento desses bravos militares no MFA de 25 de Abril, irracionalmente os condenou naquele momento, "saneando-os" como se de inimigos se tratassem, condenando-os e sentenciando-os ao anonimato dos quadros militares das Forças Armadas. Os portugueses que acompanharam esses acontecimentos e o respaldo deles, consideram que V.Exa não deve ser alheio ás práticas do Coronel Jaime Neves, mas todos entendemos que, de forma arbitrária, ele tenha tomado para si atitudes das quais o Senhor nem tenha tomado conhecimento. Este direito à dúvida é persistente, razão porque tomamos esta iniciativa em nome dos militares de Abril que nos deram a todos nós a Liberdade e que em 25 de Novembro acabaram por ser vítimas de excessos de má-fé, de questões pessoais e de perseguição política.
Por termos acompanhado todo seu trajeto enquanto Presidente da República, e mesmo depois de se ter retirado, em movimentos e momentos de solidariedade sociais e até nalguns de caráter político, achamos ter chegado o momento em que essa verdade desconhecida deverá ser do conhecimento dos portugueses de uma forma leal e democrática, onde, se acaso houveram erros eles possam ser reconhecidos e admitidos pelas partes, num supremo gesto de fidelidade e amor á Pátria, por duas pessoas de bem, por dois militares que se sabem exemplares de sua conduta.
Assim, esperando que este pedido de audiência tenha de si a atenção e o deferimento que todos julgamos necessário, na reposição da verdade daquilo que julgamos fundamental nos direitos e princípios da humanidade, Respeitosamente.





