sexta-feira, 28 de novembro de 2014
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Che Guevara - carta de despedida a seus pais
A seus pais:
Queridos viejos:
Uma vez mais sinto sob os calcanhares as costelas de Rocinante. Retorno para a estrada com
o escudo no braço. Nada de especial mudou, exceto que estou mais cônscio, meu marxismo está mais arraigado e mais cristalizado. Creio na luta armada como única solução para os povos que lutam para se libertarem e sou coerente com minhas crenças. Muitos me chamarão de aventureiro, e o sou, mas de um tipo diferente, sou daqueles que colocam a vida em jogo para demonstrar as suas verdades.
É possível que esta seja definitiva. Não estou buscando por ela, mas está dentro dos cálculos lógicos das probabilidades. Se tiver que ser, então este é o meu último abraço.
Amei-os muito, só que não soube mostrar o meu amor. Sou extremamente rígido em meus atos e creio que houve ocasiões em que vocês não me entenderam. Por outro lado, não era fácil entender-me (...).Agora, a força de vontade que aprimorei com o deleite de um artista levará para diante minhas pernas fracas e meus pulmões cansados. Vou conseguir
Lembrem-se de vez em quando deste pequeno condottiere do século XX (...).Para vocês, um abraço grande e apertado de um recalcitrante filho pródigo.
NOTA: foi escrita antes de partir para o Congo para ser entregue se morresse. A mãe morre de cancro quando ele estava em combate no Congo. Depois da derrota do Congo e vai lutar para a selva boliviana onde é ferido em combate, feito prisioneiro e assassinado.
A carta é então entregue ao pai
NOTA: foi escrita antes de partir para o Congo para ser entregue se morresse. A mãe morre de cancro quando ele estava em combate no Congo. Depois da derrota do Congo e vai lutar para a selva boliviana onde é ferido em combate, feito prisioneiro e assassinado.
A carta é então entregue ao pai
Che Guevara - Carta de despedida aos filhos
Aos filhos:
Queridos Hildita, Aleidita, Camilo, Célia e Ernesto:
Se alguma vez tiverem que ler esta carta, será porque eu não estarei mais entre voçês. Quase não se lembraram de mim e os mais pequenos não recordarão nada.O pai de voçês tem sido um homem que atua, e certamente, leal a suas convicções. Cresçam como bons revolucionários. Estudem bastante para poder dominar as técnicas que permitem dominar a natureza. Sobretudo, sejam sempre capazes de sentir profundamente qualquer injustiça praticada contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Essa é a qualidade mais linda de um revolucionário. Até sempre, meus filhos. Espero vê-los, ainda. Um beijão e um abraço do Papai.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
OS QUE LUTAM
OS QUE LUTAM
Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.
Bertold Brecht
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Dia de triste memória
Faz hoje 39 anos que estava feliz e contente a ouvir o M Duran Clemente e eis que os fdp lhe tiraram o pio e puseram uma comédia américana dos anos 50.
Mau sinal......
Adeus 25 de Abril e revolução dos cravos, que não te soubemos perservar......
O 25 de novembro de 1975 está para o 25 de Abril o mesmo que o 28 de maio esteve para o 5 de Outubro
Os militares revolucionários foram detidos pelos militares reacionários, o famigerado jaime neves queria fuzilar tudo e todos que fossem das esquerdas, não fosse o bom senso de certos militares reacionários que eram contra os fuzilamentos
Com o apoio do PS, do PPD, agora PSD, do CDS, agora PP, a direita avançou, abriu as portas ao grande capital e aos fascistas, até convidou o marcelo caetano para regressar, só não veio porque não quis, ostralizou militares de Abril
Dia negro esse 25 de novembro, dia negro para mim e para o meu país, se é que ainda existe, se já não está todo vendido aos chineses e aos angolanos
Mas atenção corja:
Ainda somos muitos, muitos mil para continuar Abril
O nosso Zeca e a Grandola são ouvidos mais que nunca, são gritos por Liberdade
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